Olé dos vaga-lumes.

Fascínio e pavor traduziam aquelas noites vaga-lumes.

No interior, a capturar o pisca-pisca da natureza. 

A escuridão traz junto o encanto de seres voadores e reluzentes.

Ainda que minúsculos, tais pirilampos, davam olé na gente. Olé!

Caçadora implacável, corria atrás daquela lanterna, só as pupilas a tocavam.

Magia e fantasia no meio da roça. Com o pedido eterno de me dê uma luz.

Brincadeira de criança: caça vaga-lumes 

Brincadeira de adulto: 

uma vaga, o vagar, um lume.

Vagalumes – inseto da fauna brasileira – com suas lanternas verdes e amarelas

7 comentários

  1. Esse poema me inspirou algo sombrio.

    Quando o medo nos toca
    E a coragem não desentoca
    A dor sufoca, o rancor retoca.
    Luz vaga, vaga aberta, vaga-lume
    Desperta-me do sono profundo
    Sem fundo, sem futuro.
    Num presente fechado
    Passado a meia luz
    Brilhos que ofuscam
    Sombra silenciosa que me seduz.

    abrasOM 🦋

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      1. Hum… interessante.

        Então, na verdade, foi a imagem e especificamente a frase “uma vaga, o vagar, um lume”… que me inspiraram. Deu vontade de dialogar com seu poema.

        Penso que o que sentimos no momento encontra identificação com algo que lemos, vemos. A mesma sincronia que pode nos elevar, pode também nos paralisar… depende de nossa sintonia, harmonia. hehe!

        Mas é isso aí, o sombrio tem a sua beleza… lidar com ele é um desafio espantoso.

        Afinal, o todo é feito luz e sombra… ver beleza na sombra é integrar a luz.

        Valeu!

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