Cresce na bolsa o embrião
Menor que a palma da mão
Ossos, olhos, pés, sangue
Nariz, genital, coração
Cérebro, articulações, unhas
Cada detalhe assinado
Por dois genes
Derramados juntos
Num ato de prazer e/ou dor
Num profundo e misterioso infinito
Onde tudo é unido
Para a vida
Embrionária a origem de tudo
Inexplicada a nós terráqueos
A qual uns atribuem a Deus
Outros a evolução das espécies
Uns ao cosmo, outros ao nada
Na cinesia constante
Rompe a bolsa, corta o cordão
Choro e leite…
Caminha o novo ser
Na fé, na dúvida, na vida e na morte
Nos encontros
Unir, gerar e ser alguém
Nos desencontros
Nasce consciência e dominação
Na cinesia constante
Todo umbigo é único
Mas ninguém é insubstituível.
Geneticamente duais somos
No corpo, na mente
E a alma procurando desvendar
Os enigmas que nos rodeiam
A placenta que nos alimenta
Talvez será descoberta
Quando penetrarmos e gerarmos
O senso de humanidade
Que espera na barriga da Terra
Crescer como um embrião.


Quanta vida nessas linhas. Gostei demasiadamente desta poesia Cris!
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Obrigada, mestre.
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