Tem muita coisa que a gente esquece.

Estou aqui lembrando das palestras que fazia para as crianças e adolescentes quando iam visitar a Câmara Municipal de Ribeirão Preto SP.

Na época eu trabalhava na Assessoria de Comunicação; o Brasil estava prestes a fazer 500 anos e a Câmara fazia 125 anos. Isso foi na virada do milênio passado.

Primeiro apresentava lhes o espaço físico para se ambientarem com o lugar e depois começava:

“Vivemos em uma democracia. O que isso quer dizer? Que cada um aqui têm o poder do voto. Um poder que alimenta tudo o que vocês estão vendo, e mais tudo o que acontece lá fora.

Os poderes são divididos em três partes: executivo, legislativo e judiciário. Um fiscaliza o outro. E sem harmonia entre essas forças dificilmente chegamos em algum lugar.

Hoje vocês estão dentro do que chamam a casa do poder Legislativo, o que nada mais é o lugar de onde saem as leis. Aqui são debatidos projetos e necessidades da cidade, assuntos que são trazidos pelo povo aos vereadores são discutidos e votados. Faz parte do serviço dos vereadores também fiscalizar se as leis estão sendo cumpridas.

Se a lei for aprovada ela é encaminhada para a Prefeitura, lá é a casa do poder Executivo. Executivo vem da palavra executa, aquele que faz, aquele que é responsável para concretizar as leis, o senhor prefeito e seus auxiliares.

Por fim temos o poder judiciário, que são os juízes analisando e cobrando a necessidade e funcionalidade dessas leis.

Percebem que um não vivem sem o outro e que todos não vivem sem nós?

O voto é um cartão de confiança aos políticos, mas a política começa muito antes da gente votar e se estende muito além dos eleitos. Deixar de participar ativamente da política é aceitar que façam de tudo o que quiserem e teremos que aceitar as leis. Assim funciona a sociedade.

Aqui chamam de a Casa do Povo porque é mantida com nossos impostos, então, temos o direito e o dever de participar. Nossa casa só fica limpa e organizada quando estamos presentes e atuantes. Amanhã pode ser um de vocês a estar sentado aqui.”

Dezoito anos depois de repetir isso várias vezes, achei bem propício escrever sobre aqueles momentos porque tem muita coisa que a gente esquece…

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Fiz esse texto para minha página pessoal no Facebook. Não tenho muito o hábito de escrever por lá, é outro perfil vocês entendem.

Ando surpreendida como estou aprendendo andar pelas redes sociais sem me aborrecer, até tenho Instagram agora, para quem me conhece sabe que é isso quase inacreditável 😂.

Vejo tudo isso como fruto da terapia, e os frutos colhidos têm sido bons.

Também se quiserem ler mais sobre o assunto “voto” sugiro essa reportagem do jornal Metrópoles:

Voto branco e nulo entenda a diferença e para onde vão

E essa resenha do livro

Como as democracias morrem

Abraços cristalinos e bom fim de semana🙋🏽‍♀️

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