A nuvem na poça

Eu não sou um lava jato
Eu não sou de porcelana

Não sou nuvem e nem poça

Sou reflexo e reflexões


Eu sou de lua
Cheia de fases, minguo, me renovo, cresço
Sem deixar de estar no céu
Iluminando as noites


Não idealizo o que está distante
Nem do passado, nem do futuro
Dignificar o que está ao lado me basta


Falácias, trapaças e desgraças
Andam juntas na Terra a ludibriar
Uma distraindo a outra
E nos afastando
Da essência e do essencial


A vida não é brinquedo
Que aceita ser controlada e excluída
A vida não é o Banco Imobiliário
Onde vence o jogador que não vai à falência


Tanto os falidos quanto os falhos
São seres vivos
Seres em busca de amor, alegria e aceitação


A vida é a própria brincadeira
Onde os interlocutores são interconectados
Nas interrogações


Cortar um dedo dói a mão inteira
E depois não adianta lavar as mãos
A vida sente por cada ente
No ponto de exclamação!

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