O voo da libélula

Ando por aí tirando fotos de flores, aves, insetos e demais belezas naturais. Já fui Kóre, já fui Perséphone, hoje junto a ingenuidade perdida e a profundidade das trevas e das estações do ano para fazer poesias.

A libélula azul é rápida no voo, nunca tinha me permitido registrar sua imagem. Hoje enquanto eu tirava fotos das flores do mato, com suas mandalas incríveis, ou, mesmo aquelas miudinhas com suas explosões de cores e formas, eis que vejo a libélula azul.

Logo pensei, deixa para lá, se eu chegar perto ela vai voar. Só que dessa vez não, era um casal em profusão de amor e conexão. Estavam tão relaxados que nem se importaram com os mil cliques.

Depois veio-me um clique: o momento de entrega é onde esquecemos o voo e os vultos para criar a unidade. É ser livre de sempre ter que bater as asas para se defender, para se alimentar. É onde a energia feminina e masculina expressam a totalidade.


Kóre e Perséfone são as mesmas personagens na mitologia grega, mas, em momentos diferentes da vida.

O ciclo de vida da libélula é de até 5 anos na forma de larva, já na fase adulta dura de 3 a 6 meses, por isso, há pressa em se reproduzir.

Durante o acasalamento macho e fêmea se unem semelhantemente ao formato de um coração.

A simbologia da libélula muda conforme a cultura, geralmente é relacionada com as transformações e capacidade de adaptação.

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