Chuva e poesia

Do jeito que a chuva cai do céu
E apaga a fumaça,
Assim também acontece com os desejos
Do nosso coração.


Às vezes são cinzas de queimadas
Levadas pelo vento
Até onde nem poderíamos imaginar.
Ardem, poluem, sufocam,
O fluir de nossa respiração.

Noutras é a própria terra clamando
Por fecundação.
Gados, sementes, rios, humanos
Todos desejamos provisão,
Ainda mais as represas!

Também há a chuva que vem para nos tranquilizar
No silêncio da casa escura.
Mostrando que
Não é só de tempestades que vivem as águas,
Os homens e a poesia.

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