
Dormi com o cheiro do sol nas cobertas.
Algo aqueceu no que se escondeu
dentro do corpo entregue.
Na escuridão,
transitamos
entre a vigília e os sonhos,
raio por raio.
Ainda que haja insegurança,
brilha a cura,
cuidando dos dormentes
com suas canções de ninar.
E, no abrir dos olhos, irradiamos
o que foi captado na chama da luz,
esquecida em meio a muitos partos,
por camadas e camadas de mistérios,
cobertos até o amanhecer.
