Vida abelhuda

No meio fio, também conhecido como a borda da calçada, havia uma daquelas flores do mato impercetíveis.

Seis caules verdes saindo da mesma raiz e no topo pequenas flores de um amarelo irradiante. Em três delas haviam abelhas no miolo buscando néctar.

Naquela leve brisa dos primeiros raios solares da manhã, os veículos se agitavam, reflexos de pessoas que se irritavam, hora do rush.

O ônibus parado no sinal vermelho, com o tempo a humanidade aprende a ler os sinais…

De repente, veio um caminhão em alta velocidade. O vento foi tão forte, mas tão forte, que a planta se dobrou até o chão, parecia até que as flores seriam arrancadas.

E as abelhas? Cadê as abelhas?

Eis elas lá, voltaram ao seu lugar!

O caminhoneiro apressado fazia seu trabalho, as abelhas também, assim como as flores. Todos agindo anonimamente para girar a roda do mundo.

Depois daqueles segundos hipnóticos, cheguei na cafeteria da escola e pedi um chá com mel. Que doçura!

Mais uma segunda, se segura, tudo o que é volta ao seu lugar. A vida se aflora abelhuda.

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