Museu Judengasse, da vida judaica

Essa semana estive sobre as ruínas de cinco casas de 1460, onde hoje abriga o Museu Jundengasse em Frankfurt.

As fundações das casas Jundengasse foram descobertas em 1987 quando uma empresa de serviços públicos iniciou escavações para construir um prédio no local.

Hoje a Jundengasse fica no centro da Frankfurt, mas naquela época era um gueto, ou seja, um distrito separado próximo à antiga muralha da cidade.

Apesar da segregação, a comunidade que começou pequena chegou atingir três mil habitantes e foi uma dos principais centros da vida judaica na Europa.

Estou com uma sensação de palavra cumprida, pois, logo nos primórdios desse blogue eu conversava com um leitor praticamente do judaísmo e tinha-lhe falado que um dia iria lá, esse dia chegou!

O Museu é interativo e apresenta como era a vida cotidiana dos judeus e suas relações com os cristãos. Um telão curvilíneo super moderno, com uma maquete sobreposta, contam a história e sinalizam a localidade dos diversos setores da comunidade: sinagoga, comércio, política, lazer, etc.

No andar superior do Museu dá para se ter uma visão geral dos remanescentes das casas judaicas que ficam no andar debaixo. Há objetos típicos da época como a Tora, castiçais, papiro, balança, chaves, porcelanas, vestuários, manuscritos hebraicos.

Já andando dentro das casas de pedras pode-se descer 18 degraus e visitar o local do antigo banho de imersão – o mikveh – situado 4 metros abaixo do porão. O local era alimento com “água viva”, ou melhor, com águas de nascente ou das chuvas.

Por fim, há uma sala dedicada à música e literatura judaica, foi muito interessante ouvir a melodia e acompanhar a letra no livros lá dispostos.

O Museu Judengasse é apenas uma parte desse complexo cultural, há também o cemitério judaico Battonnstrasse um dos mais antigos na Europa, onde há os nomes dos judeus que foram assassinados e deportados de Frankfurt. Há um memorial da sinagoga Böneplatz que em 1938 foi invadida por nazistas, a multidão e as paredes foram incendiadas. E, há o prédio principal do Museu Judaico que passou por uma extensa reforma e foi reaberto em 2020.

Dessa vez não deu para conhecer tudo, minha visita na Jundengasse foi casual, fui resolver umas burocracias de serviços públicos ali perto e me veio aquela vontade de entrar. Mas, o tempo não era suficiente, estava perto do horário de fechar. Claro que quero voltar com mais planejamento. Pelo que entendi visitei só o coração, quero conhecer todo esse complexo, desde as cicatrizes até a expressão do olhar.


Gostaria de visitar esse museu aí da sua casa?

Segue o link: Museu Judengasse

Lembre-se de usar o tradutor automático se for preciso.

Bom passeio.

7 comentários

  1. Que bom que gostou!
    Se tudo der certo no próximo mês entrego o TCC, daí terei mais tempo e pretendo fazer mais textos assim dos museus. Já te falei que adoro, né? Mistura de arte, cultura, história, é poesia pura! Obrigada pelo feedback.

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  2. Que matéria maravilhosa, Cris! 😍👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽
    Passei algum tempo sem aparecer no meu blog e até sem visitar os amigos, porém, nesta passagem encontrei a honra de lhe rever e poder degustar de tão grandioso trabalhando e alimentar o meu conhecimento. Bom saber que o judaísmo é hoje honrado na terra em que um dia lhe foi de holocausto. E nada melhor que adquirir conhecimentos adicionais deste povo que continua sendo o protagonista de uma história que ainda não terminou e que culminará no Apocalipse.
    Minha querida amiga, obrigado por tão extraordinária matéria! Desde já, estarei na ânsia do seu próximo episódio. Um grande abraço e tudo de bom!

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  3. Cris, estive revendo a minha resposta e deparei-me com um erro de escrita na passagem onde eu deveria ter escrito “trabalho”, mas despercebido, escrevi “trabalhando”. Infelizmente não consegui corrigir dentro da plataforma WordPress. Considere a seguinte passagem como correta: “porém, nesta passagem encontrei a honra de lhe rever e poder degustar de tão grandioso [trabalho]”.

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  4. Oi Adail, eu quem agradeço por ser a fonte que me inspirou de ir lá. Demorou mas chegou esse dia. Como tudo o mundo continua dando voltas. Eu também não ando tão interativa como antes… coisas da vida. Espero que logo eu faça a outra parte e que aprenda muito como dessa vez. Fique em paz. Abraços, Cris.

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