
Há o dia
de apagar a luz
e fechar a porta de casa.
Os cômodos antes habitáveis,
dias arrumados,
noutros não,
cedem espaço ao vazio,
à desconstrução,
à saudade que pulsa
como o vento que bate
em paredes antigas
nas ruínas de quem ficou.
Essa dor de amor
sem idade
atravessa o tempo das lágrimas
como rio que não seca.
Até hoje não conhecemos
nada mais belo do que a vida,
com seus riscos, delícias e pesares,
com suas chamas e sombras
que nos moldam e nos libertam.
Mas, em vida, a morte nos chama
ao desconhecido;
ninguém sabe se realmente
estamos vívidos agora
ou apenas ecos flutuantes a divagar.
Um fato é certo:
desde as entranhas maternais,
a vida sempre foi um mistério,
uma luz estranha
que cresce entre a quietude e o caos.
E assim como o dia não finda com a noite,
também sabemos que:
no túnel do sono existem mais sonhos
do que pesadelos;
até o despertar.
E tudo isso acontece no silêncio de nós…
Hoje passeamos nesta bola azul flutuante,
girando entre estrelas, ventos e mares,
onde a morte é apenas
um portal,
mais um começo,
uma respiração cósmica
que nos devolve à vida,
ou nos leva
a algo maior,
infinito,
inesperado.
No além de nós,
na verossímil,
na inarrável,
Foz.

Lugarejos ou lugarejos ou passagens estreitas como essa aí da foto muito me agradam. Sossego carrego na espera, na esperança agrária de um dia topar com ele – sossego.
Grato, CRIS, pelas visitas. Esteja sempre bem. Dona Maria está ali, com chá de hortelã, canela em casca, gengibre e limão, que preparei para ela. Não, não está gripada. Algo frio em BH, mas o documentário na tevê completa a vida boa da Vovó… hehe.
DARLAN
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Lendária essa Dona Maria, fico imaginando o quanto tem a nos contar! Sabedoria viva. Aproveite.
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Uau!
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Feito na dor…
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Totalmente perceptível. Força infinita.
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