



A vez, a voz
e as veias da natureza,
suplantada.
Raiz que não pode brotar,
racha os duros:
chão, nãos e homens.
Troncos e broncos de pernas pro ar.
A divina natureza, divorciada.
Em nome do desenvolvimento.
Passarinhos deixam de fazer ninhos
onde não podem cantar.
Cadê o piu belo?
Pi, pi, pi…
Vejam os sinais.
Que o tempo convença o vento
a acalmar,
dentro e fora do habitat
das almas.
